Alfred Adler nasceu no dia 7 de fevereiro de 1870, na Áustria. Ele foi o segundo filho de um grupo de sete irmãos. Sua família era judia (mas Alfred posteriormente se converteu ao cristianismo) e financeiramente bem-estabelecida.
Quando era criança, Adler sempre teve diversos problemas de saúde. Sofria de raquitismo, o que fez com que não pudesse andar até os quatro anos de idade. Ele classificou sua infância como bastante infeliz, pois sofria com uma série de limitações físicas e buscava superar seu irmão mais velho, que tinha boa saúde, mas sempre sem sucesso. Aos 5 anos, contraiu uma pneumonia, e ouviu o médico dizer a seus pais que nenhum tratamento funcionaria e provavelmente ele morreria em breve. A família buscou outro profissional, que conseguiu tratá-lo. Porém, além de todos esses problemas, ele ainda foi atropelado duas vezes, aos 4 e 5 anos de idade.
No entanto, ele buscou superar todas essas dificuldades, praticando esportes e se tornando popular na escola, compensando suas limitações com um bom desempenho acadêmico. Mas não foi fácil: dizem que no começo ele era péssimo em matemática, mas com dedicação conseguiu se tornar um prodígio. Dizem que ele também poderia ter sido um excelente cantor de ópera, pois tinha uma bela voz. No entanto, decidiu se tornar um médico “a fim de superar a morte e o medo da morte” (ANSBACHER & ANSBACHER apud CLONINGER, 1999, p. 114).
Casou-se com uma imigrante russa, Raissa, que fazia parte de uma elite intelectual liberal, e que influenciou Adler com idéias feministas. Em 1895, foi diplomado médico pela Universidade de Viena. Trabalhou em alguns hospitais da cidade e atuou como oftalmologista e depois como clínico geral. Já nessa época se preocupava com a influência de fatores psicológicos sobre a saúde humana. Durante a I Guerra Mundial foi médico no Exército e tratou soldados com “neuroses de guerra” (que hoje podemos comparar com o Transtorno de Estresse Pós-Traumático muito comum em militares que experenciam um conflito armado).
Quando Adler leu A interpretação dos sonhos, de Sigmund Freud, ficou bastante impressionado. Passou a defendê-lo dos críticos da época e em 1902 foi convidado por Freud a integrar a Sociedade Psicanalítica de Viena. Chegou a suceder Freud na presidência do grupo e tornou-se até seu médico pessoal.
No entanto, Adler começou a desenvolver suas próprias ideias, então os dois romperam em 1911. Dizem que Freud até o chamou de paranóico e a menosprezar sua capacidade intelectual. Adler não teria ficado calado e afirmou que Freud era uma criança mimada que usava sua autoridade para se impor. Enfim, a coisa não deve ter sido bonita de se ver.
Em 1912 fundou sua própria sociedade: a Sociedade para a Psicologia Individual. Essa nova teoria valorizava muito as características individuais dos sujeitos e busca um olhar mais social do que biológico sobre o ser humano. Para ele, as pessoas não são movidas simplesmente pela sexualidade, e sim pela busca de condições de vida mais satisfatória (o que iria influenciar muito a Psicologia Humanista). Um dos conceitos mais difundidos de Adler é o famoso complexo de inferioridade, que se refere a um sentimento de sentir-se menos. A motivação humana seria pela superação dessa sensação de inferioridade. No entanto, quando o sentimento é muito intenso e a pessoa não consegue superá-lo ou até se acostuma com ele, constituindo então o complexo de inferioridade. O inverso também pode vir a acontecer: o complexo de superioridade, onde a pessoa reprime a sensação de inferioridade e passa a acreditar que é melhor do que os outros.
Adler também trabalhou muito com crianças e abordou questões como estilos de educação parental. Outra questão muito interessante que ele trabalhou é a influência da constelação familiar: a quantidade, idade e sexo dos irmãos.
Sua obra foi bastante extensa, rica em diversos outros conceitos e temas e influenciou dezenas de psicólogos e psiquiatras. Quem sabe alguma hora dessas abordo alguns desses temas de forma um pouco mais aprofundada.
Antes da II Guerra Mundial, com as turbulências na Europa – principalmente para quem tinha origem judia - ele se mudou para os EUA em 1935. Passou a lecionar e fazer ciclos de conferência sobre a Psicologia Individual. Em 1937 morreu devido a problemas cardíacos. Deixou mais de 300 artigos e livros publicados.
Quando vemos sua história, podemos ver claramente que ela influenciou muito de sua teoria. Ele mesmo reconhecia isso. A necessidade de superação de limitações sempre o fez seguir em frente e lutar para crescer.
Referências bibliográficas:
CLONINGER, Susan C. Teorias da personalidade. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

Olá Gabriele!
ResponderExcluirFiquei fã! Sucesso para você!!! Pesquisando pela internet encontrei no seu blog o que falta na maioria: referencia e isso para mim faz toda diferença.
Parabéns!!!
Sandra Miranda
Que bom Sandra!
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